Coelhos: características, curiosidades e espécies (com imagem)

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Rubens Castilho

Escrito por Rubens Castilho

Professor de Biologia e Química Geral

Os coelhos são animais classificados no Filo dos Cordados, Classe dos Mamíferos e Ordem dos Lagomorfos. Durante muitos anos foram classificados como roedores por possuem hábito de roerem constantemente.

Contudo, a quantidade de dentes incisivos entre roedores e lagomorfos é diferente. Lagomorfos possuem quatro dentes incisivos de crescimento constante, enquanto roedores, apenas dois.

A principal espécie doméstica no Brasil é o coelho da raça Nova Zelândia, cujo nome científico é Oryctolagus cuniculus. Acredita-se que tenham se originado através do manejo da espécie selvagem Lepus cuniculus, o coelho-europeu.

Pequeno coelho - exemplo
Exemplar da Ordem Lagomorfa: Coelho demonstrando seus quatro dentes incisivos.

Características, gêneros e espécies de coelhos

Na Ordem dos Lagomorfos estão inclusos os coelhos, as lebres e os ocotonídeos. Porém, coelhos e lebres estão classificados na família Leporidae e contabilizam, aproximadamente, 60 espécies.

Os coelhos são animais peludos, com orelhas longas, rabos curtos, membros torácico, curto, e membros pélvico, longo. Entende-se por membro torácico algo similar ao braço, e pélvico, análogo à perna. Por esse motivo, coelhos são animais que se locomovem por saltos.

Diferente dos roedores (Ordem Rodentia), os machos possuem os testículos posicionados à frente do órgão sexual. O ciclo gestacional de uma fêmea dura, cerca de, 30 dias, o que acaba despertando interesse comercial por criadores rurais.

Os cuidados, criação, manejo e comercialização é responsabilidade dos cunicultores. A cunicultura é uma área da zootecnia que, portanto, cria coelhos em larga escala para atender demandas humanas nos mais variados setores.

O coelho-europeu selvagem é nativo da Península Ibérica e norte da África e surge há, aproximadamente, 2 milhões de anos. Acredita-se que tenham sido domesticados em mosteiros na França, no século XIV.

Os animais conhecidos como coelhos estão organizados em 10 gêneros, são eles:

  • Pentalagus – (ex. Pentalagus furnessi – coelho-de-amami);
  • Sylvilagus – (ex. Sylvilagus bachmani – coelho-americano);
  • Romerolagus – (ex. Romerolagus diazi – coelho-zacatuche);
  • Pronolagus – (ex. Pronolagus randensis – coelho-vermelho);
  • Caprolagus – (ex. Caprolagus hispidus – coelho-asiático);
  • Oryctolagus – (ex. Oryctolagus cuniculus – coelho-nova-zelândia);
  • Brachylagus – (ex. Brachylagus idahoensis – coelho-pigmeu);
  • Bunolagus – (ex. Bunolagus monticularis – coelho-bosquímano);
  • Nesolagus – (ex. Nesolagus netscheri – coelho-listrado-de-Sumatra);
  • Poelagus – (ex. Poelagus marjorita – coelho-de-Bunyoro).

Coelhos são animais muito velozes, mesmo havendo diferença de tamanho entre as patas, podem atingir 70 km/h ao fugir de um predador.

espécies de coelhos
Exemplos de espécies de coelhos.

Curiosidades sobre os coelhos

Os coelhos, em geral, são dóceis e amistosos no trato, mas podem morder ou arranhar caso sejam manipulados de maneira incorreta. É essencial evitar deixar dois machos em um local fechado, como gaiolas, pois pode haver disputas por território.

Esses animais são mais sensíveis ao calor que ao frio, a temperatura ideal para coelhos varia de 17°C a 21°C e umidade relativa 40% a 60%.

É comum a coprofagia noturna, isto é, esses animais ingerem suas próprias fezes durante a noite, coletando-as diretamente do ânus.

Suas fezes são envolvidas de uma membrana mucosa e, acredita-se que, sua ingestão proporciona as quantidades necessárias de vitaminas do complexo B.

Exemplo de coelho
Mais um exemplar do grupo dos coelhos.

Referências Bibliográficas

Borges, A.P.S., 2017. Suprimento arterial da glândula tireoide em coelhos da raça Nova Zelândia (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia.

Cardoso, C.C. de C.G., 2010. Proposta de um modelo de expansão da classificação de coelhos de raça na classificação decimal universal – CDU (Monografia). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza – CE.

Rubens Castilho
Escrito por Rubens Castilho

Biólogo (Licenciado e Bacharel), Mestre e Doutorando em Botânica – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como professor de Ciências e Biologia para os Ensinos Fundamental II e Médio desde 2017. Faz bacharelado em Química.

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